outubro 07, 2013

Precipício

Talvez quando se esta a beira do precipício a ponto de jogar-se sem pensar no depois, porque o agora lhe pesa o suficiente para não te deixar raciocinar, talvez seja o momento de efetivamente pular. Porque não se sabe ao certo o tamanho do buraco que nos espera. E quem sabe talvez ele seja raso, e nós, frágeis em nossas feridas, acreditávamos que não tinha fim. Mas ele tem. Porque por mais fundo que seja, nada existe sem chão. E se algo lhe trouxe até a beira do seu limite, talvez sirva para demonstrar que no fundo seu limite era raso de mais. E arriscando atirar-se, veras que o que muito lhe afligia, não passava do impulso para um fortalecimento interior. De corpo e alma, mente e coração. 

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